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Mulheres se passavam por agentes do controle da dengue

  02/09/2004  
  Diário da Tarde  
     
 

Três mulheres foram presas ontem á tarde, acusadas de assaltar a residência, localizada na rua Madureira, 507, bairro Parque Riachuelo, na região Noroeste de BH. Uma das mulheres estava com um colete amarelo com os dizeres “Medicina da Saúde”, semelhante aos usados por funcionários do serviço de controle da dengue da Secretaria Municipal de Saúde. Por volta das 15h30 de ontem, a menor J.C.S.P. (17 anos), Regiane Aparecida Souza dos Santos (20 anos) e Paula Cristina de Almeida (24 anos) tocaram a campainha da residência e se identificaram como funcionários da Secretaria de Saúde e responsáveis pelo controle da dengue. Sem desconfiar do trio, a aposentada Dhylse Teixeira dos Santos (76 anos) abriu a porta. As mulheres verificaram todos os cômodos. “Quando chegaram na cozinha, pediram água e eu tirei uma garrafa da geladeira”, disse a mulher.

No quintal da residência, Regiane anunciou o assalto, apontando um revólver da marca Rossi calibre 38 para a cabeça da aposentada e pediu para que ela não gritasse. De acordo com a ocorrência policial, a aposentada tentou desarmar Regiane e o revólver foi disparado. Depois do tiro, as três assaltantes fugiram correndo sem carregar nenhum objeto da residência de Dhylse. Quando elas corriam pela rua Madureira, uma viatura da PM do 34° Batalhão suspeitou da conduta das mulheres e fez a abordagem

O delegado Walter Barbosa Moraes, da Divisão de Orientação e Proteção à criança e ao Adolescente ( Dopcad ), afirmou que o trio estava preparado para realizar vários assaltos. “Eu contei 34 cartuchos intactos em meio aos pertences delas”, contou o delegado.

Contra a menor J.C.S.P., há um mandado de busca e apreensão do Juizado da Infância e Adolescência. Ela seria traficante de drogas. A menor declarou que comprou a arma na Praça Sete por R$ 450,00 na semana passada. O colete foi comprado de uma usuária de drogas que frequenta o hipermercado de Belo Horizonte. As três mulheres residem na rua Marcazita, no aglomerado Pedreira Prado Lopes (PPL).  

SEGUNDO CASO

No último dois dias, este é o segundo caso de assalto praticado por pessoas usando coletes do serviço de controle da dengue da PBH. Anteontem, na rua Tuiuti, bairro Padre Eustáquio, dois assaltantes usando crachás e coletes da PBH conseguiram entrar em um luxuoso apartamento de cobertura e roubaram dezenas de aparelhos eletrodomésticos, dinheiro, roupas e calçados.

A Prefeitura de Belo Horizonte mantém 1.200 agentes sanitários fazendo o monitoramento constante da presença de focos de dengue na capital. A cada dois meses, cerca de 800 mil imóveis são revisitados pelos agentes. Os locais considerados estratégicos para o combate de focos do mosquito transmissor são privilegiados ( floriculturas, ferros-velhos e borracharias ). Nesses locais, as visitas dos agentes são realizadas de 15 em 15 dias. A função dos agentes é informar e orientar a população e conscientizar as pessoas de que a colaboração é a melhor maneira de se prevenir e evitar a proliferação do mosquito.

A Polícia Militar alerta para este tipo crime e pede aos moradores que confira a identidade dos agentes sanitários antes de os deixar entrar em suas residências. A confirmação pode ser realizada pelo telefone 3277-7722, da Secretaria de Saúde da PBH.

 
     
     
   
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