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Chuva adia epidemia de Dengue

  05/03/2004  
  Estado de Minas  
     
 

ALERTA

DADOS DIVULGADOS PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE CONFIRMAM REDUÇÃO DO NÚMERO DE CASOS RESGISTRADOS EM TODO O PAÍS. EM MINAS GERAIS, QUEDA FOI DE 54%, A MENOR DA REGIÃO SUDESTE. TEMPO CHUVOSO NOS DOIS PRIMEIROS MESES DO ANO DIFICULTOU A PROLIFERAÇÃO DO MOSQUITO.

 
Sudeste
  Estado Redução  
  São Paulo
96,2%
 
  Espirito Santo
90,5%
 
  Rio de Janeiro  
  Minas Gerais  
       
  Fonte: Ministério da Saúde

 

 
 
  Chuva adia epidemia de dengue
Os epidemiologistas temem que o número de casos de dengue tenha grande crescimento a partir deste mês.
Além desta ser a principal época de pico da doença, as condições Climáticas começam a ficar propícias para a proliferação do mosquito transmissor Aedes aegipty. A grande concentração de chuvas, nos dois primeiros meses do ano, “ adiaram “ as notificações. Dados preliminares divulgados ontem pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Comprovam a redução do número de casos em todo o País. Na região Sudeste, Minas é o estado com o menor índice de redução de casos. Enquanto em São Paulo a queda no número de registros é de 96,2 %, em Minas o percentual é de 54 %.
Em Minas, as Principais cidades que acumulam casos de dengue são Conselheiro Pena, a 400 quilômetros de Belo Horizonte, Governador Valadares, a 311 quilômetros, ambas na região do Rio Doce, e Uberlândia, a 526 quilômetros, no Triângulo Mineiro. Até o momento foram registrado seis casos de febre hemorrágica, forma mais grave da doença.

Avanço
A secretaria de estado da saúde já encaminhou veículo para borrifação do vetor para as regiões de Governador Valadares e Uberlândia, Uma ação reforço para barrar o avanço da doença. Foram registrados 252 casos em Conselheiro Pena, 251 casos em Governador Valadares e 155 em Uberlândia.
Os Números de Dengue tem Sofrido decréscimo nas últimas epidemias. O alerta está sendo feito agora, pois o mês de março, começou com temperaturas e condições climáticas típicas de dengue: dias quentes com pancadas de chuva. “ A concentração de chuva em janeiro e fevereiro deste ano foi superior ao ano passado. O período típico de dengue sofreu um atraso. Precisamos fazer um novo alerta para que a população evite manter locais de proliferação do mosquito, como água parada a céu aberto, diante os sintomas procurem assistência médica e não façam auto-medicação ”, adverte Talita Chamone.
Para evitar que os municípios sejam surpreendidos com aumento dos casos, cada cidade é responsável pela execução de várias etapas do Plano Nacional de Controle e Combate a Dengue que prevê visitas regulares, durante todo o ano, de agentes de zoonose para eliminação de reservatórios de Aedes aegipty. O papel da SES é vistoriar o trabalho por intermédio de supervisões locais, nas ações de controle e combate do mosquito transmissor.
No início da semana, a SES confirmou um óbito por dengue hemorrágica em Joaíma, a 704 Km de Belo Horizonte, no Vale do Jequitinhonha. Os especialistas investigam, agora, se o paciente contraiu febre hemorrágica em Minas Gerais ou foi um caso Importado. Sabemos que o paciente havia viajado antes de Ter contraído a doença. Estamos avaliando se o período em que ele se deslocou coincide com o tempo de incubação da dengue, explica a consultora de Zoonose da secretaria de estado da saúde, Talita Chamone.

País comemora queda de 82% no número de casos
O secretário de vigilância em saúde do ministério da saúde, Jarbas Barbosa, divulgou ontem, em Brasília, os dados preliminares de janeiro de 2004 que apontam redução de 82,2% dos casos de dengue em relação ao mesmo período de 2003. As notificações nos primeiros 30 dias deste ano somam 6.097 casos, contra 34.326 do ano passado. No sudeste, a redução e de 83,2% dos casos, com 1.868 pessoas acometidas pela dengue este ano. No primeiro mês de 2003, o número chegou a 11.094. O estado de São Paulo teve 96,2% menos registros e o Espirito Santo, 90,5% menos. No Rio de Janeiro a queda, até o momento, é de 85,2%, E em Minas Gerais, chega a 54% o menor índice entre os estados da região.
Apesar de o primeiro balanço parcial deste ano, o Ministério da Saúde mantém o alerta para prevenção contra a doença. Os dados referente a janeiro foram repassados pelas Secretarias Estaduais de Saúde à Secretaria de Vigilância em Saúde, responsável pelo programa nacional de controle da dengue. No ano passado, o país registrou 339.243 casos de dengue – 709 deles na forma hemorrágica. Em 2002 foram notificados 792.730 casos da doença, sendo que 2.714 evoluíram para forma hemorrágica, afirma Governo Federal. Foram 38 mortes causadas pela dengue em 2003, contra 150 em 2002.

Ameaça
Secretaria de Estado da Saúde intensifica ações para prevenir a disseminação da doença, com a remoção de objetos capazes de guardar água e facilitar a procriação do Aedes aegity.
Infestação
Também foi registrada queda do número de municípios que tinham alta infestação pelo mosquito Aedes aegypti. Em 2002 , 604 municípios apresentaram infestação acima de 5% dos domicílios. No ano passado, o número caiu para 345. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o índice considerado seguro é quando a infestação atinge menos de 1% dos domicílios.
Até o momento, a região Sul apresentou 98,4% de redução. Este ano, foram registrados apenas 14 casos na região, contra os 877 notificados no mesmo período do ano passado. As reduções chagam a 98,5% no Paraná e 94% no Rio Grande do Sul. Santa Catarina não teve nenhuma notificação este ano. O Nordeste contribuiu com redução de 89,1%, registrando 1.242 casos em Janeiro, contra 11.414 em Janeiro de 2003. O Ceará teve redução de 85%. Rio Grande do Norte, Sergipe e Bahia informaram queda de mais de 92%. Maranhão e Alagoas tiveram redução entre 96,6% e 92,3% em Pernambuco e na Paraíba os dados revelam queda de 77,9% e 84,3% respectivamente.

Centro-Oeste
Os estados do Centro-Oeste têm este ano 82,5% menos casos, com a identificação de 998 registros em janeiro, contra 5.708 do ano passado. No Mato Grosso a redução foi de 95,3%, seguido do Distrito Federal, com queda de 72%. No Mato Grosso do Sul e Goiás, as informações indicam reduções de 70,9% e 70,8%, respectivamente.
Com queda de 62,2% a região Norte registrou este ano 1.975 casos – em janeiro de 2003 foram 5.233. As reduções foram de 90,3% no Amazonas, 69,8% em Roraima, 31,4% no Tocantins, 71,2% no Pará, 62,1% no Acre, 7,4% no Amapá e de 56,8% em Rondônia.

 
     
     
   
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