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Chuva adia epidemia de dengue
Os epidemiologistas temem que o número de casos de dengue tenha
grande crescimento a partir deste mês.
Além desta ser a principal época de pico da doença,
as condições Climáticas começam a ficar
propícias para a proliferação do mosquito transmissor
Aedes aegipty. A grande concentração de chuvas, nos
dois primeiros meses do ano, “ adiaram “ as notificações.
Dados preliminares divulgados ontem pela Secretaria de Vigilância
em Saúde, do Ministério da Saúde, Comprovam a
redução do número de casos em todo o País.
Na região Sudeste, Minas é o estado com o menor índice
de redução de casos. Enquanto em São Paulo a
queda no número de registros é de 96,2 %, em Minas o
percentual é de 54 %.
Em Minas, as Principais cidades que acumulam casos de dengue são
Conselheiro Pena, a 400 quilômetros de Belo Horizonte, Governador
Valadares, a 311 quilômetros, ambas na região do Rio
Doce, e Uberlândia, a 526 quilômetros, no Triângulo
Mineiro. Até o momento foram registrado seis casos de febre
hemorrágica, forma mais grave da doença. Avanço
A secretaria de estado da saúde já encaminhou veículo
para borrifação do vetor para as regiões de
Governador Valadares e Uberlândia, Uma ação
reforço para barrar o avanço da doença. Foram
registrados 252 casos em Conselheiro Pena, 251 casos em Governador
Valadares e 155 em Uberlândia.
Os Números de Dengue tem Sofrido decréscimo nas últimas
epidemias. O alerta está sendo feito agora, pois o mês
de março, começou com temperaturas e condições
climáticas típicas de dengue: dias quentes com pancadas
de chuva. “ A concentração de chuva em janeiro
e fevereiro deste ano foi superior ao ano passado. O período
típico de dengue sofreu um atraso. Precisamos fazer um novo
alerta para que a população evite manter locais de
proliferação do mosquito, como água parada
a céu aberto, diante os sintomas procurem assistência
médica e não façam auto-medicação
”, adverte Talita Chamone.
Para evitar que os municípios sejam surpreendidos com aumento
dos casos, cada cidade é responsável pela execução
de várias etapas do Plano Nacional de Controle e Combate
a Dengue que prevê visitas regulares, durante todo o ano,
de agentes de zoonose para eliminação de reservatórios
de Aedes aegipty. O papel da SES é vistoriar o trabalho por
intermédio de supervisões locais, nas ações
de controle e combate do mosquito transmissor.
No início da semana, a SES confirmou um óbito por
dengue hemorrágica em Joaíma, a 704 Km de Belo Horizonte,
no Vale do Jequitinhonha. Os especialistas investigam, agora, se
o paciente contraiu febre hemorrágica em Minas Gerais ou
foi um caso Importado. Sabemos que o paciente havia viajado antes
de Ter contraído a doença. Estamos avaliando se o
período em que ele se deslocou coincide com o tempo de incubação
da dengue, explica a consultora de Zoonose da secretaria de estado
da saúde, Talita Chamone.
País comemora queda de 82% no número
de casos
O secretário de vigilância em saúde do ministério
da saúde, Jarbas Barbosa, divulgou ontem, em Brasília,
os dados preliminares de janeiro de 2004 que apontam redução
de 82,2% dos casos de dengue em relação ao mesmo período
de 2003. As notificações nos primeiros 30 dias deste
ano somam 6.097 casos, contra 34.326 do ano passado. No sudeste,
a redução e de 83,2% dos casos, com 1.868 pessoas
acometidas pela dengue este ano. No primeiro mês de 2003,
o número chegou a 11.094. O estado de São Paulo teve
96,2% menos registros e o Espirito Santo, 90,5% menos. No Rio de
Janeiro a queda, até o momento, é de 85,2%, E em Minas
Gerais, chega a 54% o menor índice entre os estados da região.
Apesar de o primeiro balanço parcial deste ano, o Ministério
da Saúde mantém o alerta para prevenção
contra a doença. Os dados referente a janeiro foram repassados
pelas Secretarias Estaduais de Saúde à Secretaria
de Vigilância em Saúde, responsável pelo programa
nacional de controle da dengue. No ano passado, o país registrou
339.243 casos de dengue – 709 deles na forma hemorrágica.
Em 2002 foram notificados 792.730 casos da doença, sendo
que 2.714 evoluíram para forma hemorrágica, afirma
Governo Federal. Foram 38 mortes causadas pela dengue em 2003, contra
150 em 2002.
Ameaça
Secretaria de Estado da Saúde intensifica ações
para prevenir a disseminação da doença, com
a remoção de objetos capazes de guardar água
e facilitar a procriação do Aedes aegity.
Infestação
Também foi registrada queda do número de municípios
que tinham alta infestação pelo mosquito Aedes aegypti.
Em 2002 , 604 municípios apresentaram infestação
acima de 5% dos domicílios. No ano passado, o número
caiu para 345. Segundo a Organização Mundial da Saúde,
o índice considerado seguro é quando a infestação
atinge menos de 1% dos domicílios.
Até o momento, a região Sul apresentou 98,4% de redução.
Este ano, foram registrados apenas 14 casos na região, contra
os 877 notificados no mesmo período do ano passado. As reduções
chagam a 98,5% no Paraná e 94% no Rio Grande do Sul. Santa
Catarina não teve nenhuma notificação este
ano. O Nordeste contribuiu com redução de 89,1%, registrando
1.242 casos em Janeiro, contra 11.414 em Janeiro de 2003. O Ceará
teve redução de 85%. Rio Grande do Norte, Sergipe
e Bahia informaram queda de mais de 92%. Maranhão e Alagoas
tiveram redução entre 96,6% e 92,3% em Pernambuco
e na Paraíba os dados revelam queda de 77,9% e 84,3% respectivamente.
Centro-Oeste
Os estados do Centro-Oeste têm este ano 82,5% menos casos,
com a identificação de 998 registros em janeiro, contra
5.708 do ano passado. No Mato Grosso a redução foi
de 95,3%, seguido do Distrito Federal, com queda de 72%. No Mato
Grosso do Sul e Goiás, as informações indicam
reduções de 70,9% e 70,8%, respectivamente.
Com queda de 62,2% a região Norte registrou este ano 1.975
casos – em janeiro de 2003 foram 5.233. As reduções
foram de 90,3% no Amazonas, 69,8% em Roraima, 31,4% no Tocantins,
71,2% no Pará, 62,1% no Acre, 7,4% no Amapá e de 56,8%
em Rondônia. |
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