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A Secretaria de Estado da Saúde divulgou
ontem os números da dengue no primeiro trimestre de 2003, período
no qual a doença se alastra e faz vítimas em maior quantidade.
Os números mostram um avanço significativo em relação
ao combate do Aeds aegipty, mas ainda deixam um alerta importante:
população e autoridade não podem relaxar de agora
em diante, quando o Inverno vai embora e as condições
melhoram para proliferação do mosquito. Nos primeiros
seis meses deste ano, foram registrados 20.256 casos da dengue clássica,
contra 59 mil de 2002, e 23 da hemorrágica, com duas mortes
deste segundo tipo da doença. Um óbito aconteceu em
Igarapé e outro em Divinópolis.
Casos diminuíram em todo o Estado. Na Grande-BH, também
houve evolução no combate, mas Igarapé apareceu
como exemplo negativo, sendo a única cidade metropolitana
onde houve epidemia da doença. O crescimento da incidência
do mosquito, neste município, demonstrou que as autoridades
locais e a população deixaram a desejar no que diz
respeito às medidas preventivas. O consultor de Zoonose da
Secretaria da Saúde, Francisco Lemos, disse que este relaxamento
é que não pode acontecer. Ele destacou que todas as
residências, até o terceiro andar, devem ser visitadas
seis vezes por ano pelos funcionários da Prefeitura, mas
se isto não acontece cabe a cada cidadão a fazer a
sua parte. “Não se pode colocar a culpa somente no
poder público, pois cada morador pode ajudar. O ideal é
o agente chegar e não encontrar nenhum local do mosquito.
Aí, sim teríamos uma situação ideal”.
Igarapé este ano foi um destes casos de falhas generalizadas,
por parte da comunidade e da Prefeitura local. Foi o palco de uma
das duas mortes do tipo hemorrágico, que também preocupa,
por causa do elevado numero de óbitos. Lemos explica que
o ideal é 0,1% dos paciente acometidos pela dengue hemorrágica
chegarem à morte. Como Minas registrou 23 casos, o percentual
de mortes ficou próximo aos 10% sendo considerado muito alto:
“Neste caso os números mostraram que atendimento médico
precisava melhorar de qualidade”. A Secretaria alerta para
a necessidade de manter os trabalhos preventivos pois as chuvas
estão chegando. |
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