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DENGUE - Números da doença ainda assustam

  18/09/2003  
  Otávio di Toleto  
  Diário da Tarde  
     
  A Secretaria de Estado da Saúde divulgou ontem os números da dengue no primeiro trimestre de 2003, período no qual a doença se alastra e faz vítimas em maior quantidade. Os números mostram um avanço significativo em relação ao combate do Aeds aegipty, mas ainda deixam um alerta importante: população e autoridade não podem relaxar de agora em diante, quando o Inverno vai embora e as condições melhoram para proliferação do mosquito. Nos primeiros seis meses deste ano, foram registrados 20.256 casos da dengue clássica, contra 59 mil de 2002, e 23 da hemorrágica, com duas mortes deste segundo tipo da doença. Um óbito aconteceu em Igarapé e outro em Divinópolis.

Casos diminuíram em todo o Estado. Na Grande-BH, também houve evolução no combate, mas Igarapé apareceu como exemplo negativo, sendo a única cidade metropolitana onde houve epidemia da doença. O crescimento da incidência do mosquito, neste município, demonstrou que as autoridades locais e a população deixaram a desejar no que diz respeito às medidas preventivas. O consultor de Zoonose da Secretaria da Saúde, Francisco Lemos, disse que este relaxamento é que não pode acontecer. Ele destacou que todas as residências, até o terceiro andar, devem ser visitadas seis vezes por ano pelos funcionários da Prefeitura, mas se isto não acontece cabe a cada cidadão a fazer a sua parte. “Não se pode colocar a culpa somente no poder público, pois cada morador pode ajudar. O ideal é o agente chegar e não encontrar nenhum local do mosquito. Aí, sim teríamos uma situação ideal”.

Igarapé este ano foi um destes casos de falhas generalizadas, por parte da comunidade e da Prefeitura local. Foi o palco de uma das duas mortes do tipo hemorrágico, que também preocupa, por causa do elevado numero de óbitos. Lemos explica que o ideal é 0,1% dos paciente acometidos pela dengue hemorrágica chegarem à morte. Como Minas registrou 23 casos, o percentual de mortes ficou próximo aos 10% sendo considerado muito alto: “Neste caso os números mostraram que atendimento médico precisava melhorar de qualidade”. A Secretaria alerta para a necessidade de manter os trabalhos preventivos pois as chuvas estão chegando.

 
     
     
   
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